Alguns libaneses malucos construíram uma mega taça de vinho, o monstro mede 2,4 mts de altura por 1,65 de diâmetro, e cabe 1500 litros de vinho nela! Da para ficar alegrinho, não?
E a maior flute ? Este recorde é da Itália , em nela cabem 11 garrafas de espumante magnum asti DOCG e foi estabelecido na cidade de Spoleto , com 2,03 de altura e 0,46 de diâmetro e toda feita em vidro. Esses Italianos sabem se divertir! Não?
Depois disso tudo só falta o recorde da maior ressaca. Acho que vou tentar este.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Tipos de garrafas de vinho
Quando vou escolher um vinho, a garrafa é a primeira coisa que me atrai, e as vezes este item tão comum em nossas vidas passa despercebido, ou não imaginamos a história que ele carrega. Desde a antiguidade armazenar o vinho era um problema, o vinho era colocado em toneis de madeira que sem vedação estragava com facilidade.Os Egipicios já armazenavam em ânforas feitas de barro ou cerâmica vedadas com uma resina, ou ainda em uma espécie de saco feito de couro, e isto durou até o século 17.
Antigas ânforas gregas (Photo by Thomas Reichart)
Com o advento da fabricação do vidro e a tecnologia do sopro para fabricar garrafas muita coisa mudou, mas as primeiras garrafas era muito frágeis e quebravam com facilidade e também não tinham um tamanho e formato padrão. As garrafas antigas tinham basicamente o formado de "cebola" com um fundo largo e um pequeno gargalo.
A rolha já era usada em fracos medicinais, mas foram os ingleses os primeiros a utilizar a rolha para vedar a garrafa de vinho, e o vinho do porto um dos primeiros a ter uma garrafa de vidro comercializada. Alias na Inglaterra até 1860 era proibida a venda de vinho em garrafas, devido aos vários formatos existentes e sem norma de conteúdo, assim os vinhos eram armazenados em barricas, e vendidos a granel na embalagem dos compradores.
Hoje em dia a tecnologia é a chave e o padrão das garrafas é de 750ml, e segundo algumas fontes é porque a barrica bordalesa com seus 225 litros encheriam exatamente 300 garrafas. Mas existem diversos tamanhos e formatos de garrafas, as mais famosas são a estilo Bordeaux e a Borgonha e a Champagne.
Quanto ao volume as garrafas vão de 50 ml até incríveis 27lt e são classificadas assim
- Mignon, 5 Cl.
- Filette (vinhos do Vale do Loire) 37,5 Cl.
- O pot (Região de Lion) aprox. 46 Cl. Ele tem um fundo estreito o que lhe dá uma certa estabilidade.
- Clavelin, 62 Cl (Jura) usadas nos vinhos amarelos (AOC)
- Meia-garrafa, 37,5 Cl (35 Cl nos vinhos do Rhone)
- Garrafa comum de vidro com 750 ml,
- Wished, 50 Cl (Suíça)
- Fiasque (Itália)
- Outros tipos de garrafas
- Magnum 1,5 L (2 garrafas)
- Jeroboam, 3 L (4 garrafas)
- Réhoboam, 4,5 L (6 garrafas)
- Matusalem, 6 L (8 garrafas)
- Salmanazar, 9 L (12 garrafas)
- Baltazar, 12 L (16 garrafas)
- Nabucodonosor, 15 L (20 garrafas)
- Solomon, 18 L (24 garrafas)
- Sovereign, 26,25 L (35 garrafas)
- Primacy, 27 L (36 garrafas
sábado, 30 de junho de 2012
Vinhos Raros
Alguns vinhos raros são vendidos em leilões, principalmente os Premier Gran Cru. Esta classificação de Bordeaux foi feita em 1885, e são:
- Premiers Grands Crus - Haut-Brion • Lafite Rothschild • Latour • Margaux • Mouton Rothschild
- Deuxièmes Grands Crus - Baron Pichon-Longueville • Brane-Cantenac • Cos d'Estournel • Ducru-Beaucaillou • Durfort-Vivens • Gruaud-Larose • Lascombes • Léoville Barton • Léoville Las Cases • Léoville Poyferré • Montrose • Pichon Longueville Comtesse de Lalande • Rauzan-Gassies • Rauzan-Ségla
Na margem direita do rio Gironde temos ainda duas outras regiões produtoras: Pomerol, de onde vem o ícone Pétrus e Chatêu L'Evangile, e Saint-Émilion, berço do Châteu Cheval Blanc e Ausone.
Além desses vinhos acima citados, os grandes Champagnes Gran Cru tem muito espaço nestes leilões. Possuem uma classificação diferente, feita pelas Villages onde as uvas são produzidas. Os mais conhecidos são Dom Pérignon, Krug, Cristal, Veuve Clicquot, entre outros.
Além desses vinhos acima citados, os grandes Champagnes Gran Cru tem muito espaço nestes leilões. Possuem uma classificação diferente, feita pelas Villages onde as uvas são produzidas. Os mais conhecidos são Dom Pérignon, Krug, Cristal, Veuve Clicquot, entre outros.
Mas o que importa é que estes vinhos podem chegar a preços inacreditáveis, principalmente agora por causa dos milionários asiáticos. A mais famosa casa de leilões, a inglesa Sotheb's, na última temporada alcançou a marca de US$ 8 milhões, onde um Pétrus 1982 foi arrematado por US$ 70 mil, ou ainda uma de Veuve Clicquot, a mais antiga conhecida no mundo, foi arrematada por 30 mil euros.

Em outra casa de leilões, esta garrafa estava em um navio naufragado em 1840 e foi resgatada em 2011, como podemos ver na foto acima.
A Christie's fará um leilão ainda este ano de uma garrafa de Vin Jaune, que é um vinho Francês oxidado, parecido com o Jerez, produzido em 1774. Seu lance inicial é de incríveis US$ 43.800, mas o céu é o limite. Até os dias de hoje, o maior valor pago por um vinho foi de US$ 304.300 mil por um Cheval Blanc 1947, em 16 de Novembro de 2010.
Porém, este é um mundo cercado de mistérios e fraudes. A mais famosa delas é contada no livro " O Vinho Mais Caro da História (The Billionaire's Vinegar), de Benjamin Wallace. Aliás, o título em inglês é bem melhor. Conta a história de um bilionário que arrematou, em um leilão da Christie's por US$156.000, uma garrafa de Château Lafite 1787, com a inscrição "Th J", que comprovaria que esta garrafa era do Presidente Americano Thomas Jefferson (1743 /1826). Felizmente foi comprovado que tudo era uma farsa. O comprador está processando a casa de leilão, e o mesmo ainda não chegou ao fim, sendo estimada uma indenização de até US$ 4 bilhões.
Outro escândalo que podemos citar no mundo dos vinhos raros foi o do chinês radicado nos EUA Rudy Kurniawam, que foi preso pelo FBI. Rudy era figura fácil dos leilões de vinho. Comprava e vendia grandes quantidades de vinhos raros e também promovia grandes degustações. Conseguia com isso a influência de milionários e grandes restaurantes. Rudy solicitava garrafas vazias de vinhos caros dizendo ser para sua coleção e simplesmente, vamos dizer assim, as reciclava. A Sotheb's, por exemplo, não aceita mais nenhum vinho com procedência de Kurniawan em seu portfólio, mas seus vinhos ainda estão circulando por ai.
Para saber mais:
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